Bruno Fernandes, condenado a mais de 20 anos por crime hediondo, está em liberdade condicional após assassinar modelo, violando a Lei do Feminicídio do Código Penal.
O feminicídio é um crime que choca a sociedade brasileira, e o caso de Eliza Samudio é um exemplo trágico disso. A violência contra as mulheres é um problema grave no Brasil, e o feminicídio é uma das suas formas mais extremas. O assassinato de uma mulher em razão de seu gênero é um crime que reflete a cultura de desigualdade e discriminação que ainda prevalece em nosso país.
O caso de Eliza Samudio é um exemplo de como a violência contra as mulheres pode levar a consequências trágicas. A impunidade é um dos principais obstáculos para a erradicação do feminicídio. O homicídio de Eliza Samudio foi um crime que chocou a opinião pública e levou a uma grande mobilização contra a violência contra as mulheres. É fundamental que continuemos a lutar contra essa cultura de violência e discriminção, para que casos como esse não se repitam no futuro. A luta contra o feminicídio é uma luta pela igualdade e pela justiça.
O que é Feminicídio?
O feminicídio é o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero, ou seja, pelo fato de ser mulher. No Brasil, a Lei do Feminicídio (Lei 13.104/15), que altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), estabelece o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio e o coloca na lista de crimes hediondos. Dessa forma, enquanto a pena para o crime de homicídio simples varia entre 6 e 20 anos, para o feminicídio é de 12 a 30 anos.
O feminicídio é resultado de uma cultura de violência que perpetua a desumanização e a objetificação das mulheres, criando um ambiente propício para que atos de agressão e até homicídio ocorram. A história da modelo Eliza Samudio, morta pelo ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, ilustra essa sequência de violências que podem culminar no feminicídio.
O Caso de Eliza Samudio
Eliza Samudio e o goleiro Bruno se conheceram em 2009 durante uma festa no Rio de Janeiro. Eles tiveram relações sexuais e, um tempo depois, ela descobriu que estava grávida do atleta. Segundo investigações, Eliza contou ao então goleiro do Flamengo da gravidez e ele a forçou a abortar, mas Eliza não fez isso.
Denunciou Bruno e seus amigos por sequestro, agressão e ameaça. Em outubro, ela procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência contra Bruno e dois amigos dele, que ameaçaram matá-la caso ela não fizesse o aborto. Segundo seu depoimento na época, Bruno ainda a teria mantido em cárcere privado e a agredido fisicamente. Além disso, ele teria forçado Eliza a ingerir substâncias abortivas.
Eliza fez um teste de urina na época, que confirmou a presença de substâncias químicas abortivas. No entanto, as autoridades levaram cerca de oito meses para fazer a análise – o resultado saiu quando ela já estava morta. Pediu medida protetiva e o recurso negado. Após registrar a ocorrência, Eliza também pediu uma medida protetiva de urgência, o que foi negado por uma juíza da vara especializada de violência doméstica.
A juíza argumentou que a Lei Maria da Penha não se aplicava ao caso de Eliza, uma vez que ela não tinha uma ‘relação afetiva estável’ com o agressor. Ela pediu o reconhecimento de paternidade. O filho de Eliza nasceu em fevereiro de 2010, época em que estava morando em São Paulo na casa de amigas. Após o nascimento da criança, ela entrou com uma ação para que Bruno reconhecesse a paternidade.
A Consequência do Feminicídio
O feminicídio é um crime hediondo que resulta da violência contra as mulheres. A história de Eliza Samudio é um exemplo trágico de como a cultura de violência pode levar a consequências fatais. A Lei do Feminicídio é uma medida importante para combater esse crime, mas é fundamental que as autoridades e a sociedade como um todo trabalhem juntos para prevenir a violência contra as mulheres e proteger as vítimas de agressão.
Fonte: @ Nos
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